Arquivo do mês: março 2011

ADRIANO: DO IMPÉRIO À REPÚBLICA!

Imperador Adriano.

 

Honre essa camisa 10 Adriano. Já pertenceu a vários craques e você será mais um deles. Mas cuidado, essa torcida é muito apaixonada, se conseguir conquistá-la ela te dará de tudo, mas se decepcioná-la, será o seu fim. Tudo pelo Corinthians! VAI CORINTHIANS


Vai vai Corinthians! (via blog Espírito Corinthiano)

Vai Vai Corinthians

Letra: Osvaldinho da Cuíca e Papete
Música: Osvaldinho da Cuíca e Patete
Ano: 1974
Intérprete: Osvaldinho da Cuíca

Letra:

Corinthians, é teu nosso Amor
O teu destino é ser da gente o Campeão
Sem preconceito de cor
É branco e preto deste povo o coração

Vai, Corinthians
Vai, não para de lutar
Vai, torcida Fiel
Saravá, São Jorge, que ele vai nos ajudar

Coringa, tua glória é o Mosqueteiro
Dou pernada, sou cabreiro
Se alguém fala mal de ti

Nós temos lá no Parque o Padroeiro
O meu São Jorge Guerreiro
É quem vai olhar por ti

Nossa Torcida é uma corrente muito forte
Na Zona Sul, na Zona Leste ou Zona Norte
E na vitória ou na derrota eu grito forte
Nasci Corinthians e serei até a morte

Comentários deste blog:
Poucas canções no mundo perduram décadas na boca do povo, ainda mais quando entoadas em massa, como hinos, e enquando representações de um estado de espírito, de um desejo, um pedido sagrado, uma oração: “Vai, Corinthians! Vai, não para de lutar”.

A canção de Osvaldinho da Cuíca e Papete (José Ribamar) traduz Fielmente os anseios e a espiritualidade do Corinthiano. Mais do que isso, é oração coletiva feita nas arquibancadas cotidianamente, quase que sua letra integral. É grito de guerra, trilha sonora para celebrar as peleias.

O incentivo-cumprimento “Vai, Corinthians” transcende a equipe que joga por nós e vem parar fora das quatro linhas, merecidamente reconhecendo cada Corinthiano como representação do Glorioso Corinthians. “Vai, Corinthians” é dito como um desejo de boa sorte, um amuleto intangível, fortemente sensível. Eu sou Corinthians! Você também é. Então eu te saudo, Corinthians que é, Corinthians que somos.

Osvaldinho da Cuíca tem uma vastíssima participação na história do Samba Paulistano, o que pode ser conferido aqui Samba-Choro (Osvaldinho da Cuíca) com toda qualidade do site e os créditos merecidos. Mas o que particularmente encanta este escriba é a revolução causada sob influência de Osvaldinho em meados dos anos 70, quando pedras fundamentais foram lançadas pelo rico mundo do samba paulistano.

Corinthiano, Gavião, e integrante da Vai Vai, Osvaldinho fez valer sua polivalência e influência no samba. Em 1974 compôs junto com Patete (Biografia Maranhense – Papete) o samba a que nos referimos neste post. No ano seguinte, articula a fundação da Ala dos Compositores da Vai Vai. No mesmo ano aos Gaviões da Fiel foram convidados a desfilar na Escola, formando o “Bloco dos Gaviões da Fiel”, dentro da Vai Vai. Dado seu sucesso, no ano seguinte os Gaviões decidem ser Bloco de Carnaval e disputou o desfile oficial de blocos da cidade de São Paulo. Usou como samba-enredo o samba de Osvaldinho e Patete, e sagraram-se campeões do carnaval. Em treze anos de disputa, 1976 a 1988, o Bloco dos Gaviões venceu doze, tornando-se Escola de Samba em 1989. Este samba foi gravado no compacto “Osvaldinho da Cuíca e Grupo Vai Vai”, selo Marcus Pereira, primeiro álbum do artista.

Portanto este samba, que é canto de arquibancada, que é cumprimento e desejo das melhores vibrações, que é a manifestação do Amor ao Corinthians de um influente integrante da Vai Vai, é parte do DNA do Bloco dos Gaviões, de onde veio a surgir uma das maiores Escolas de Samba do País.

Este espaço vem a agradecer a Osvaldinho da Cuíca e a Patete pela homenagem ao nosso Corinthians, eterna, práxis misteriosamente em constante vanguarda, feita e refeita todos os dias.

“Vai, Corinthians. Vai, não para de lutar. Vai, Torcida Fiel. Saravá, São Jorge, que ele vai nos ajudar”.

Faça o download do samba Vai vai Corinthians nas versões original, com Osvaldinho da Cuíca, e também com o Bloco dos Gaviões da Fiel:

DownLoads

 


Majestoso tem equilíbrio só no Paulistão. (via FUTEPOCA)

Dentinho toma a bola de Hernandez.

 

Corinthians e São Paulo fazem, no domingo, o 168º confronto válido por um Campeonato Paulista. E até aqui, em 167 jogos disputados em 75 anos dessa competição, há equilíbrio: foram 58 vitórias dos alvinegros (235 gols marcados), 55 dos tricolores (242 gols) e 54 empates. Já no placar das decisões disputadas entre os dois clubes na competição, a vantagem é corintiana, com vitórias nas decisões de 1938, 1982, 1983, 1997 e 2003. Sãopaulinos venceram as finais de 1957, 1987, 1991 e 1998. Mas os alvinegros ainda despacharam os rivais em quartas ou semifinais nas edições recentes de 1993, 1999, 2001 e 2009, entre outras. Na semifinal de 2000, deu São Paulo.

Porém, se há equilíbrio especificamente na disputa do Paulistão, o retrospecto geral mostra que “majestoso”, mesmo, é o Corinthians. Desde 1936, ano do primeiro confronto, são 290 jogos, com 111 vitórias alvinegras (424 gols marcados), 87 tricolores (390 gols) e 92 empates. A primeira partida foi um amistoso disputado no Parque São Jorge em 22 de março de 1936, com vitória do Corinthians por 3 a 1. E o último clássico ocorreu no Brasileirão, em 7 de novembro de 2010, com placar de 2 a 0 para os corintianos. O alvinegro não perde para o São Paulo há mais de quatro anos e no domingo defenderá um tabu de 11 jogos, 7 vitórias e 4 empates.

Além do tabu, o clássico terá também a expectativa pelo possível 100º gol de Rogério Ceni, pela contagem sãopaulina (a Fifa não reconhece dois gols marcados em amistosos). Do outro lado, o goleiro Julio César tentará se manter invicto e não vazado pelo Tricolor, pois, nos dois clássicos que disputou, o Corinthians venceu por 3 a 0 e por 2 a 0. Vamos relembrar, abaixo, alguns dos jogos marcantes entre os dois clubes exclusivamente pelo Paulistão:

Corinthians 1 x 1 São Paulo (23 e 25/04/1939) – Primeira vez que o São Paulo disputava a decisão de um estadual, o de 1938, com a competição sendo estendida até o início do ano seguinte. A vitória por 1 a 0, gol de Mendes logo aos 2 minutos de jogo, garantia o troféu. Mas a partida teve que ser interrompida 20 minutos depois, por causa de forte chuva, que obrigou o adiamento do resto do jogo para dali a dois dias. Na volta, Carlito (foto) empatou e deu o título ao Corinthians, que sagrava-se bicampeão invicto. Os sãopaulinos disseram que o gol foi feito com a mão.

São Paulo 3 x 1 Corinthians (29/12/1957) – Quase duas décadas depois, os rivais voltaram a se enfrentar em uma final do Paulistão. O clima era tenso. Na primeira fase, quando empataram por 1 a 1, o corintiano Alfredo quebrou a perna em lance com o sãopaulino Maurinho. Dias depois, Luisinho, o “Pequeno Polegar” do Parque São Jorge, encontrou o artilheiro tricolor Gino na rua e lhe deu uma tijolada. No entanto, comandado pelo veterano Zizinho (foto), pelo ponta-esquerda Canhoteiro e pelo técnico húngaro Bella Gutman, o São Paulo venceu a decisão.

Corinthians 1 x 1 São Paulo (17/12/1967) – Na década de 1960, o São Paulo optou por despejar todo o seu dinheiro na construção do estádio do Morumbi, relegando o time de futebol ao décimo plano. Foram anos terríveis, com jogadores idem. Mas o jejum de dez anos sem título esteve muito próximo de ser quebrado em 1967. Na última partida, a vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians garantia a faixa de campeão. Porém, aos 45 do segundo tempo, Benê (foto) empatou para o rival e obrigou o São Paulo a disputar um jogo desempate com o Santos de Pelé. Perdeu por 2 a 1.

São Paulo 1 x 0 Corinthians (13/09/1970) – Completo o estádio do Morumbi, o São Paulo voltou a priorizar o futebol e contratou o canhotinha Gérson, campeão na Copa do México, o tricampeão paulista pelo Santos Toninho Guerreiro e os uruguaios Pablo Forlán e Pedro Rocha. Em um Paulistão disputado por pontos corridos, a quebra de jejum de 13 anos sem títulos veio com uma vitória por 2 a 1 sobre o Guarani, em Campinas. Mas a verdadeira festa aconteceria na última rodada da competição, em casa, com uma vitória sobre o rival Corinthians, gol de Paraná (foto).

Corinthians 3 a 1 São Paulo (12/12/1983) – O São Paulo era bicampeão paulista e tinha três jogadores que disputaram a Copa de 1982 como titulares pela seleção brasileira, Valdir Peres, Oscar e Serginho Chulapa. Mas o Corinthians, além do “doutor” Sócrates, tinha Casagrande (foto), Zenon, Biro Biro e outros jogadores que marcariam a chamada “democracia” no Parque São Jorge. A vitória em pleno Morumbi deu o primeiro título àquele grupo, e o bicampeonato viria em cima do mesmo São Paulo, no ano seguinte. Tricolores só venceriam o rival na decisão de 1987.

São Paulo 3 x 0 Corinthians (08/12/1991) – Depois de perder a decisão do Brasileiro de 1990 para o Corinthians, o São Paulo se via obrigado a dar o troco na disputa do título paulista do ano seguinte. E, logo na primeira partida, o meia Raí chamou a responsabilidade para si e atropelou o rival, fazendo três gols e liquidando a fatura (no jogo de volta, o time do técnico Telê Santana só segurou o empate sem gols e levantou a taça). O Corinthians voltaria a conquistar um Paulistão jogando contra o São Paulo em 1997, com um empate em 1 a 1 no jogo decisivo.

Corinthians 5 x 0 São Paulo (10/03/1996) – As pessoas ainda comentavam o acidente de avião que matou todos os integrantes da banda Mamonas Assassinas, uma semana antes, quando o Corinthians literalmente atropelou o São Paulo na primeira fase do Paulistão, em jogo disputado em Ribeirão Preto. O “animal” Edmundo (foto) fez dois dos cinco gols naquela que ainda é a maior goleada do clássico. Souza, Róbson e Henrique completaram o placar contra o time recém-assumido por Muricy Ramalho, após a doença que havia afastado Telê Santana do futebol em janeiro.

São Paulo 3 a 1 Corinthians (10/05/1998) – No primeiro jogo da decisão, o Corinthians do técnico Vanderlei Luxemburgo venceu por 2 a 1 e a imprensa falou em “nó tático” sobre o São Paulo de Nelsinho Baptista. Irritado, o técnico tricolor sacou Dodô do time e botou Raí, que tinha voltado naquela semana da França e disputaria sua primeira partida no retorno ao Brasil. Resultado: o veterano mandou na decisão, fez o primeiro gol e deu o passe para França (foto) fazer o segundo (o atacante ainda faria outro, após passe de Denílson). Título e retorno em grande estilo.

Corinthians 3 x 2 São Paulo (22/03/2003) – Depois de despachar o rival em duas fases mata-mata em 2002, na Copa do Brasil e no Torneio Rio-São Paulo, o Corinthians voltou a vencê-lo no ano seguinte. Foi a última final de Paulistão que reuniu os dois times, e o Timão de Jorge Wagner (foto), que depois jogaria pelo São Paulo, e de Liédson, que está de volta ao Parque São Jorge, venceu as duas partidas decisivas por placar idêntico e levantou a taça. A derrota teve sérias consequências no Morumbi, com as saídas de Ricardinho e Kaká logo depois, sob pressão da torcida.

São Paulo 5 x 1 Corinthians (08/05/2005) – Maior goleada sãopaulina em competições oficiais, com dois gols de Luizão (foto), e clímax do tabu de 13 jogos sem derrota para o Corinthians, entre 2003 e 2007 (foram 8 vitórias e 5 empates). Mal sabiam os tricolores que o rival engataria um tabu semelhante na sequência. Nesses mais de quatro anos sem perder para o São Paulo, o Corinthians teve vitórias históricas, como nas semifinais do Paulistão de 2009, com o gol da vitória marcado por Cristian nos acréscimos da primeira partida e a arrancada fenomenal sobre o zagueiro Rodrigo e o arremate preciso de Ronaldo no jogo de volta.

 

Fonte: http://www.futepoca.com.br/2011/03/majestoso-tem-equilibrio-so-no.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+FutebolPolticaECachaa+%28Futebol%2C+pol%C3%ADtica+e+cacha%C3%A7a%29


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