Arquivo do mês: dezembro 2010

CORINTHIANS BI-CAMPEÃO MUNDIAL INTERCLUBES!!!

Recentemente, em meio a muita polêmica, a Confederação Brasileira de Futebol – CBF homologou os títulos da Taça Brasil e Roberto Gomes Pedrosa, ascendendo Santos e Palmeiras a condição de maiores vencedores do campeonato brasileiro de futebol.

 

Tal reconhecimento baseou-se em levantamentos do jornalista Odir Cunha, sendo homologado pela CBF sob o fundamento de que ambos torneios eram as principais competições da época, já que o campeonato brasileiro só começou a ser disputado em 1971.

 

Na esteira desta discussão surge, ainda, a polêmica dos campeões mundiais de clubes. A disputa da Copa Intercontinental de clubes, atual campeonato mundial da FIFA, começou a ser disputada no ano de 1960, tendo como primeiro campeão o Real Madrid – ESP.

 

Mas, afinal, só houve campeões mundiais a partir de 1960? Para muitos, não!

 

Disputada inicialmente em 1952, a Pequena Taça do Mundo reunia os dois melhores clubes da América do Sul e os dois melhores da Europa, que, por sua vez, enfrentavam-se em jogos de ida e volta (totalizando 6 partidas) até definir o maior pontuador, logo, o campeão do torneio.

 

O torneio foi realizado nos anos de 1952, 1953, 1955, 1956, 1957, 1963 e 1975, tendo como campeões Real Madrid, Corinthians, São Paulo, Real Madrid, Barcelona e São Paulo, respectivamente.

 

Ora, se a Copa Intercontinental de clubes só começou a ser disputada a partir de 1960 e se a Pequena Taça do Mundo era, até então, o principal torneio de clubes do Mundo, por que não reconhecer seus campeões?

 

Desta forma, o São Paulo ficaria com quatro títulos mundiais (55/92/93/05) e o Corinthians com dois (53/00), fazendo justiça a excelente equipe tricolor e ao esquadrão alvinegro dos anos 50, para muitos a melhor equipe da década no Brasil.

 

Veja abaixo a campanha do título corinthiano de 1953.

 

 

PEQUENA TAÇA DO MUNDO DA VENEZUELA

 

Sede: Venezuela

Campeão: Sport Club Corinthians Paulista

Vice-campeã: A. S. Roma-ITA

Artilheiro: Luizinho (COR) – 5 gols

ELENCO: Cabeção, Idário, Goiano, Homero, Olavo, Julião, Cláudio, Luizinho, Carbone, Mário e Baltazar.

OPONENTES: Barcelona-ESP (Velasco; Biosca, Segarra, Flotats, Hanke; Bosch, Gonzalvo, Lásló Kubala*, Basora; Manchón e Moreno), Roma-ITA (Destaques eram Gandolfini e Perissinoto) e Caracas XI-VEN.

JOGOS:

11/07/1953

ROMA 2 x 1 CARACAS XI

 

14/07/1953

CORINTHIANS 1 x 0 ROMA (Luizinho)

 

16/07/1953

BARCELONA 2 x 3 CARACAS XI

 

18/07/1953

CORINTHIANS 3 x 2 BARCELONA (Luzinho (2) e Carbone)

 

21/07/1953

CORINTHIANS 2 x 1 CARACAS IX (Cláudio e Carbone)

 

23/07/1953

BARCELONA 1 x 0 ROMA

 

25/07/1953

ROMA 2 x 2 CARACAS IX

 

27/07/1953

CORINTHIANS 1 x 0 BARCELONA (Goiano)

 

29/07/1953

BARCELONA 4 x 2 ROMA

 

31/07/1953

CARACAS IX 0 x 2 CORINTHIANS (Cláudio (2))

 

01/08/1953

BARCELONA 3 x 2 CARACAS IX

 

02/08/1953

CORINTHIANS 3×1 ROMA (Cláudio e Luzinho (2))

* O húngaro Lásló Kubala era a grande estrela deste torneio, sendo responsável direto pela conquista do bicampeonato espanhol do Barça. No entanto, todo talento do craque húngaro sucumbiu a classe de Luizinho “o pequeno polegar”, que, além de artilheiro, foi eleito o melhor jogador da copa.

 

Fonte: LANCE NET http://www.lanceactivo.com.br/Blog/Post/PostView?profileId=2848&postId=62865


MICO INTERNACIONAL!

CHUPA INTER!

Fonte: LANCE NET

 


INTER 0 X 2 MAZEMBE. Papai Noel antecipa presente de Natal!

Chororô Chororado em Abu Dhabi!

Mais que depressa Papai Noel manda um presente para todos nós Corinthianos! O forte Esquadrão ‘Mazembe’ Futebol Clube acaba de eliminar o time varzeano do Rio Grande do Sul, o Internacional, mais conhecido como CHORORADO!

Uma vergonha Nacional! pela primeira vez um time da América do Sul não vai participar da Final! Parabéns Chororado!

Esse time que desde 2005 persegue o Todo Poderoso Timão e pleiteiam o Campeonato Brasileiro de 2005, dizendo que o Corinthians roubou esse título e que não sabe respeitar o verdadeiro campeão o Corinthians, teve o que merecia com essa vitória do forte time da República do Congo!

Seus dirigentes e torcedores, além de viverem se preocupando em como prejudicar o Corinthians, como aconteceu em 2007,  quando no jogo Inter X Goiás, e se o Inter vencesse, ajudaria o Timão, Alecsandro, Fernandão e outros jogadores andavam em campo, agindo com uma total falta de profissionalismo, só para prejudicar o Corinthians, sempre que falam do Inter enaltecem mais o RS do que o Brasil.

Quase não se via Bandeira do Brasil em Abu Dhabi, mas a do Estado do RS tinha de monte. Entraram de salto alto e tomaram no c…

Achei ótimo! Tiraram o sarro do ano do Centenário Corinthiano e esqueceram de cuidar da própria casa! E Pior, vão ter de disputar o 3º lugar.

Espero que aprendam a respeitar o futebol como um todo, parem de entregar jogos para prejudicar o Timão, e da próxima vez que forem representar o Brasil fora do país, deixem o gauchismo em casa e levem o orgulho de ser brasileiro na bagagem.


Todos odeiam o Corinthians por uma simples questão, ele é o maior!

Everybody hate 'CORINTHIANS'

EVERYBODY HATES  ‘CORINTHIANS’

Schadenfreude

No último domingo, quando o Goiás “abriu o placar no Serra Dourada”, ouvi foguetes no pacato Barão Geraldo. Duvido que fossem torcedores do Fluminense ou do Cruzeiro. Na segunda-feira, uma rede de TV mostrou um momento de forte vibração da torcida do S. Paulo, no Morumbi. Gol do S. Paulo? Não, gol do Goiás, aquele contra o Corinthians. Um portal mostrou, no mesmo dia, fotos de um feliz Marco Aurélio, dirigente do S. Paulo (e vereador do DEM), comemorando o fato de o Corinthians não ter sido nem vice – não importa a posição do S. Paulo na tabela. Por essas razões, publico hoje um texto que escrevi em maio ou junho, sem retoques.

“São cada vez mais numerosos os ensaios sugerindo que, se queremos entender o Brasil, temos que começar a olhar para o futebol. Alguém aí leu O negro no futebol brasileiro? Então, ao trabalho!

Alguns estudiosos têm analisado o comportamento das torcidas (as tais organizadas são bem complicadas!). Invictus mostrou como um governo ou um país pode se valer do esporte para mobilizar forças rumo a um objetivo político (muito mais explicitamente que o “Pra frente Brasil” de 1970, até). Quem tem ouvido as patriotadas do Dunga? Quem se liga nas metáforas do Lula pode começar a entender alguma coisa. Gostar é outro departamento, mas só o mais reles preconceito pode avaliar que metáforas futebolísticas são inferiores a outras. Por exemplo, às econômicas.

Foi por isso que, há algumas semanas, falei do corinthianismo, ou do anticorinthianismo. A meu ver, trata-se de um fenômeno social que merece ser analisado. Volto ao tema, um pouco à margem de meus assuntos habituais. Se bem que, na semana em que falei desse assunto, meu tema era o incipit de Moby Dick. Coisa de que os mui letrados torcedores anticorinthianos não se deram conta!

Tem de tudo nesse mundo. Masoquistas e sádicos, por exemplo (O sádico diz pro masoquista: – Me bate! E o masoquista: – Não bato!). E não me refiro às opções sexuais. Refiro-me ao prazer em geral. Aliás, tenho em mente, sobretudo, os prazeres que podem ser públicos.

Alguns sentem prazer porque fizeram coisas consideradas legais, ou porque as fizeram seus amigos ou familiares. Mas tem gente que (só) goza quando os outros se estrepam. “Um homem, correndo pela rua, tropeça e cai. Os transeuntes riem”. Está em Bergson, O riso. O filósofo está tentando explicar uma das mais óbvias manifestações de prazer, exatamente o riso.

Querem um exemplo concreto, futebolístico? Neymar cobrando aquele pênalti contra o S. Paulo, com a tal paradinha, Rogério caindo atabalhoadamente: muita gente nem curtiu a habilidade e a segurança do atacante; só curtiu a queda de Rogério.

Os torcedores gaúchos são mais antigremistas e anticolorados do que gremistas e colorados. Os mineiros são mais antiatleticanos e anticruzeirenses do que atleticanos e cruzeirenses. Muitos brasileiros são antes de tudo antiargentinos. Usual, comum, típico.

Parêntese: Lá como cá? Segundo a Folha de 22/5/2010, o presidente do Milan disse que torcia pela Inter contra o Bayern, porque sua vitória colocaria quatro times italianos na próxima edição do torneio. Mas Mourinho, técnico da Inter, afirmou quem “os italianos amanhã torcerão pelo Bayern. Os do Milan e da Juventus não estarão conosco. Os do Real não estão tristes, porque o Barcelona não joga a final. É nossa cultura”. Fim do parêntese.

Nesses estados, a paixão futebolística se divide fundamentalmente entre os dois grandes. Claro, há os cinco torcedores do América e os antigos torcedores do Renner. Mas o grosso da tropa está em um desses dois lados.

No Rio não é bem assim. Os grandes são quatro – ou eram. E todos têm uma torcida notável, embora vascaínos e flamenguistas sejam mais numerosos. Os flamenguistas, dizem, são a maior torcida do país.

Em S. Paulo, o fenômeno do Rio se repete: todos torcem para um dos grandes times e cada um desses grandes times tem um adversário especial, o que mais gosta de vencer. Para os corinthianos, ora é o Palmeiras, ora o S. Paulo, dependendo da quantidade de partidas decisivas em determinado período. Nos últimos cinco ou dez anos, os corinthianos curtem mais vencer o S. Paulo do que outros times. Antigamente, no tempo de Pelé, o grande adversário era o Santos – que está voltando ao páreo.

Mas o que acontece com as outras torcidas? Pergunte a um jogador ou a um torcedor do Palmeiras qual é seu principal adversário. E aos do São Paulo. E aos do Santos. E a um jogador ou torcedor do Mirassol. Até mesmo a um jogador do time da minha rua, aqui no Barão Geraldo. Todos dirão que o adversário que eles mais gostam de vencer é o Corinthians. Aliás, essa era também a posição do Pelé, que jogou contra todos os times do mundo, em todos os continentes. Mas ele gostava mesmo era de vencer o Corinthians. Até por isso ele foi muito melhor que o Maradona, que nunca jogou contra o Corinthians. Maradona provou de tudo, dizem. Menos vencer o Corinthians, eu digo.

No Rio Grande do Sul e em Minas, em Pernambuco e no Pará, pode-se descobrir em que década qual dos clubes ganhou mais títulos. Todos os gaúchos (bem, quase todos) que começaram a ver futebol no tempo do Inter de Falcão e companhia se tornaram colorados. Os que começaram a ver futebol na década seguinte são quase todos gremistas. Por quê? Porque a meninada quer torcer para o time que mais vence.

Se o Santos continuar jogando o futebol que jogou no primeiro semestre, a maior parte dos que hoje têm de cinco a dez anos vai ser santista. O Santos pode roubar futuros torcedores dos outros clubes do estado de S. Paulo. De todos? De quase todos, eu acho. Se o S. Paulo ou o Palmeiras ficarem vinte e três anos sem título vão ter uma torcida do tamanho da do Juventus. Mas a do Corinthians cresceu mesmo foi na longa fila interrompida em 1977. Até o Pelé, como disse, que surgiu exatamente naquela época, gostava mais de vencer o Corinthians do que de vencer qualquer outro clube (ou seleção, desconfio).

Aqui onde moro, nos dias de jogos do Corinthians sempre há foguetório: se ganha, são os corinthianos que fogueteiam. Se perde, os outros comemoram muito. Quando os outros perdem, não há queima de fogos. Ninguém liga. E os cachorros podem ficar em paz – uma vantagem extra!

Não estou dizendo que deve ser assim. Ou que é bom ou ruim que seja assim. Estou dizendo que é assim. É o que leio nos jornais e ouço nas rádios e TVs, de jornalistas e de jogadores. E é o que vejo nas ruas e nos bares, nos dias e nas noites de futebol. Os sociólogos e psicólogos que expliquem.

Pode ser que corinthianos sejam masoquistas. Não sei mesmo. Os outros certamente padecem de Schadenfreude, o “sentimento de alegria ou de prazer decorrente do sofrimento ou infelicidade dos outros”, dizem as enciclopédias (a “doença” deles tem nome chique!). Schadenfreude é marca dos outros torcedores. Humano, demasiado humano”.

Por Sírio Posssenti, do portal Terra clique aqui


Corinthians mil anos na frente dos “traíras” Palmeiras e São Paulo.

Mesmo ficando sem título no ano do Centenário, o Corinthians mostrou estar mil anos na frente do São Paulo e Palmeiras, já que os três compõe o chamado trio de ferro do futebol paulista. O Coringão foi o único entre eles a ir para a cobiçada Libertadores, sem falar de outras conquistas extra campo.

Em um excelente trabalho de bastidores, o presidente Andrés Sanchez conseguiu escantear o São Paulo de Juvenal Juvêncio, “a lenda”, da Copa de 2014. Governo, CBF e Fifa toparam construir o Fielzão e fazer a abertura do torneio no tão sonhado estádio da Fiel.

Outro golaço alvinegro: a construção do CT Joaquim Grava, o maior e mais moderno da América latina, sem dúvida. Mesmo incompleto, já transformou-se na “Cidade Corinthians”, além de estar em excelente localização (perto do aeroporto de Cumbica, estratégico para a Copa 2014).

O Timão saiu-se melhor nos bastidores do que dentro de campo. Vejam o Palmeiras. Investiu milhões nas contrações de Valdívia, Kléber e do técnico Felipão e nem conseguiu passar pelo Goiás na semifinal da Copa Sul americana. A Arena Palestra, que nascerá da reforma do velho Parque Antártica, é uma esperança, porém um grande problema também. O dinheiro é pouco e o trabalho, muito.

O São Paulo está ferido. Depois de sete anos, cadê a Libertadores? As eleições vêm aí e Juvenal pode ter o “reinado” interrompido. No Palmeiras, Belluzzo já jogou a toalha e três facções disputam o poder do clube.

Enquanto isso, a nova democracia corintiana segue o curso comum. Timão está apaziguado politicamente e continuísmo nunca mais.

E tenho dito!

Fonte: Blog do Chico Lang clique aqui


Todos contra o Corinthians!

Porcos e Maricas reunidos para derrubar o Corinthians!

Essa Palhaçada vai ter troco, podem esperar!

Fonte: Blog do Chico Lang clique aqui


A REPÚBLICA POPULAR DO CORINTHIANS!

 

Este Campeonato Brasileiro de 2010 foi um divisor de águas na minha vida como corinthiano. Mesmo em 2007 quando se juntaram asa forças do Sul (Grêmio e Inter), relembrando as tropas de Getúlio que massacrou com os Paulistas na Revolução de 1932, para derrubar o Corinthians para a segunda divisão, eu não fiquei tão impressionado com o Anti-Corinthianismo.

Mas dessa vez foi demais. Se juntaram SPFC (bambis), Palmeiras (porcos), Guarani (bugres) e Cruzeiro (marias), mais a pressão de suas respectivas torcidas para que o Timão não fosse campeão.

Nem na entrega da Taça ao campeão Fluminense, esse ódio pelo Corinthians não ficou contido. Pois de hoje em diante existem dois grupos de torcedores, os Corinthianos e os anti-corinthianos.

O vídeo acima mostra o que realmente é a torcida do Corinthiasn, não é um time, é uma religião, um estado de espírito, uma República, a República Popular do Corinthians.

Esta República está em guerra e podem esperar que isso vai ter TROCO!

 


Adriano e Ronaldo no Corinthians 2011? (via Blog da Rádio Coringão)

Adriano e Ronaldo no Corinthians 2011? Fiel nação sob as bençãos de São Jorge, ele está próximo! Segundo os bastidores do futebol, Adriano, o imperador como é chamado, está a poucos passos de entrar para o maior e mais glorioso time do Brasil, o Corinthians. Várias notícias anda … Read More

via Blog da Rádio Coringão


Andrés Sanchez: “Ser rebaixado é doloroso, mas, é orgulho voltar pela porta da frente” (via Blog da Rádio Coringão)

Fiel nação sob as bençãos de São Jorge, muitos de vocês, mais novos, ou que não pesquisam muito sobre futebol, devem estar se perguntando o porque de tão árduas palavras de nosso presidente na festa de ontem na festa da CBF que premiou os melhores do ano no Brasil. Pois bem, para quem não lembra ou não viu, existia uma coisa muito feia e chata no futebol Brasileiro, chamada tapetão, onde os maiores beneficiados eram sempre os clubes cariocas. Em … Read More

via Blog da Rádio Coringão


EUFORIA CARIOCA, por Dr. Osmar de Oliveira

Vários flamenguistas e vascainos torceram para o Flu, ontem. Botafoguenses também.

Aqui em São Paulo, nenhum palmeirense ou são-paulino torceu para o Corinthians.

Lá todos jogam no campo do Botafogo, o Engenhão. Aqui, ninguém joga no campo do São Paulo, o Morumbi.

Ontem, pela manhã, no Rio, dirigentes de vários clubes enalteciam a campanha do FLu. Em São Paulo, no mesmo horário dirigentes de Corinthians e Palmeiras, se acusavam pesadamente, pelo rádio.

Hoje, escuto e leio cariocas lembrando que é o 2º título consecutivo deles; Flamengo em 2009 e Fluminense em 2010. Não importa se nesses 40 anos de série A, os paulistas tenham ganho 17 vezes e os cariocas 13 ( considerando aqui o título de Flamengo em 87). Interessa o hoje. E os cariocas arrumam um jeito de inventar novas alegrias. Diferentemente daqui em que a entrega de jogos para prejudicar rivais está virando moda.  Estamos fazendo guerra urbana de torcedores no asfalto da cidade e os cariocas estão comemorando a volta da paz nos morros.

Não quero dizer com isso que o futebol carioca é melhor que o de São Paulo, muito pelo contrário, se formos pensar em infraestrutura, administração, organização. Mas quero dizer, que precisamos aprender com eles como se faz a festa, como se respeita o adversário. Não é a festa dos rojões e dos shows a que me refiro. É a festa por um clube do Estado que busca uma hegemonia perdida pelo tempo. É como se estivessem dizendo : a taça ficou por aqui mesmo. Está na casa do meu vizinho. Aqui, taça na casa do vizinho, é taça na casa do inimigo. Está mais que na hora de mudarmos essa mentalidade beligerante.

Aqui se fala que o SP conquistou títulos pelo poder político, que o Corinthians roubou um título, que a Parmalat deu 2 títulos ao Palmeiras, que só por causa de Robinho o Santos tem um título. Não seria melhor dizer que o SP tem 6, o Corinthians tem 4, o Palmeiras também, o Santos tem 2 e o Guarani tem 1 ?. No Rio, não interessa se o Botafogo foi ajudado no único título que tem, que o Fluminense merecidamente tem 2, o Vasco tem 4 e o Flamengo tem 6 ( considerando o de 87 ). Em Minas, que se poderia esperar acirrada rivalidade, nenhum cruzeirense contesta o título do Galo em 71 e nenhum atleticano desmerece o título do Cruzeiro em 2003. O mesmo se diga no sul, onde o Inter tem 3 e o grêmio só 2. Até no paraná, se respeita o título do Coritiba em 85 e do Atlético Paranaense em 2001. Falta um ? Ah, foi  o do Bahia em 88.

 

Fonte:http://drosmar.com/a-euforia-carioca/


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